Sábado, Dezembro 09, 2006

A Escrita e a Tecnologia na Educação


Por Rossane Cerqueira Barros


Este artigo tem como objetivo discutir o uso das diferentes linguagens na educação, dos livros impressos ao novo espaço da escrita ocupado pelas tecnologias da informação e sua utilização no contexto educacional. A cultura escrita transformou a forma de pensar do indivíduo. Surge então, um novo ambiente de formação de sentidos cujas idéias, que antes eram apenas oralizadas, tornam-se estruturas formais de pensamento. Com a palavra escrita, foi possível registrar o conhecimento proveniente da fala, agora conserva-se a informação contida no texto e o significado será reconstruído pelo leitor por meio de seu entendimento, sem a interferência direta daquele que está transmitindo a mensagem.
As diversas tecnologias desenvolvidas pelo homem, como a linguagem, os livros impressos e os meios virtuais foram expandindo as informações e as possibilidades de acesso ao conhecimento. Começando pela forma dos textos escritos, temos a presença da linearidade e a identificação clara do seu começo e fim. O que podemos observar é uma grande distância entre autor e leitor. O que de fato acontece nas escolas quando os alunos fazem a leitura dos textos ? Normalmente, quando lêem livros ou outros impressos, eles não têm a preocupação em fazer interpretações ou questionamentos, deixando de lado o desenvolvimento do pensamento crítico, tornando-os leitores, apenas consumidores das informações . Este é um grande problema que enfrentamos hoje na educação em termos de produção de conhecimento. Uma analogia feita por Sanches Miguel nos mostra essa relação entre a leitura e a não- compreensão:

“[...] é como caminhar no escuro...,é.. como abrir uma porta e entrar numa sala sem ter nenhuma expectativa concreta, e reconhecer, à medida que avançamos, uma cadeira, depois outra e outra; mais em frente uma mesa, depois uma janela e, de repente, ao fundo, um quadro negro...Os leitores competentes, pelo contrário, sabem de antemão que a porta que abrem é a porta de uma sala de aula. Não sabem se é uma sala grande ou pequena, mas esperam encontrar cadeiras, mesas e quadros [...] Os sujeitos de compreensão pobre lembram, como já assinalamos, menos que os sujeitos de boa compreensão, mas é provável que além disso para eles tudo tenha a mesma importância ou que destaquem aspectos secundários por derem insólitos ou chamativos” (MIGUEL, 1993).



É uma realidade a prática da memorização nas escolas e a falta de preparo dos professores para adequar os seus alunos às novas práticas pedagógicas contribuindo assim para a ineficácia do processo de ensino e aprendizagem. Na página impressa, as idéias tornam-se formas organizadas de pensamento. O leitor perde sua função na construção do texto, cujas informações são incontestáveis. Contrariando essa idéia, Barthes nos traz que:
o que está em jogo no trabalho literário é fazer do leitor não mais um consumidor, mas um produtor do texto ”(BARTHES, 1992, pág. 38)


Com o surgimento da tecnologia da informação e comunicação, estrutura-se uma nova forma de pensamento, de ler e escrever. A base da informação vai além da palavra escrita, podendo associar a imagem e o som, movimento, comentários e associações a diversos documentos que fazem parte da natureza hipertextual. Com esses meios digitais os textos tornam-se acessíveis de qualquer lugar. Há múltiplos ambientes virtuais de aprendizagem e produção de textos. Temos como por exemplo os utilizados como fonte de pesquisa e aqueles de forma mais flexível, em que podemos produzir e fazer modificações(chats, blogs,lista de discussão, email, etc). Nesse espaço da escrita, ressalto a participação do leitor na produção dos textos como também, a chance de dialogar com o escritor, criando uma relação interativa. O texto aqui é escrito e lido de forma multilinear, não tem uma ordem determinada, os leitores podem interferir, acrescentar, alterar e definir seus próprios caminhos de leitura.
É importante analisar algumas questões referentes ao entendimento dos documentos impressos. Muitas das vezes, colocamos a responsabilidade nos alunos pela incompreensão da escrita nos diversos textos lidos. Pois, neste momento precisamos levar em consideração que os conteúdos selecionados devem ser direcionados de acordo com a realidade de cada aluno, dando maior significado e sentido para eles.
Cabe ao professor, sabendo a importância que a escrita tem no ambiente escolar, estabelecer novas formas para que os alunos tenham uma melhor compreensão do que está lendo ou escrevendo. De acordo com Edith Litwin, suas pesquisas apontam que a utilização dos meios eletrônicos para o ensino não vai melhorar a aprendizagem dos alunos, certamente, nos mostra uma maneira diferente, complementar de aprender num processo de transformação entre docente e aluno.
Analisando os diferentes contextos educacionais, vimos que de acordo com o pensamento de Maria Helena Bonilla, a maioria das escolas hoje valorizam a escrita, com a utilização dos impressos como sendo a verdadeira e única via de acesso ao conhecimento. Percebemos que há uma grande resistência por parte dos profissionais da educação em relação as novas tecnologias. Embora os avanços apontem diferentes recursos para a educação, não resta dúvida de que a cultura escrita predomina nos diferentes ambientes educacionais. É um desafio ainda para a educação escolar a articulação com esse novo espaço de aprendizagem.

Referências:
BOUGNOUX, Daniel. Introdução às ciências da informação e da Comunicação.Petrópolis: Vozes, 1994. 336p.
CHARTIER, R. Cultura e escrita, literatura e história. Porto Alegre: Artmed, 2001
In: Escrita e Tecnologia, disponível em: acesso em novembro de 2006.
LITWIN, E. Seminário Internacional sobre “Tecnologia Educacional no contexto latino- americano, México, ILCE, 1994
SANCHES M. E.. Los textos expositivos: estratégias para melhorar sua compreensão,Madri, Santillana, 19993.







Sexta-feira, Dezembro 08, 2006

Seminário de Rádio e Educação


Este foi mais um dia que trouxe questões importantes para se discutir, a relação da rádio com a educação.A equipe mostrou entusiasmo e dinamismo na apresentação. Deram início com a história da rádio, o surgimento da primeira rádio no Brasil. Uma parte que me chamou atenção na hora em que falaram da rádio a "Voz do Brasil", programa de tantos anos atrás, percebemos que é ainda audiência de milhões de brasileiros. No terceiro momento passaram uma parte de um filme chamado "rádio favela" que tratava de uam rádio comunitária que fazia sucesso para a população prncipalmente a comunidade daquela localidade.Notamos que esse meio de comunicação pode trazer muitas contribuições para a educação da maioria da população de regiões distantes dos centros urbanos.

Seminário de Impressos e Educação

Chegou o meu dia (07/11/06) de apresentação. Confessso que fiquei um pouco nervosa, assim como as outras colegas também. Mas, com a colaboração da minha equipe e da turma, tudo se resolveu. Começamos com a história do papel, o surgimento da imprensa moderna por Joham Gutemberg. Em seguida fizemos uma relação do livro impresso com o livro virtual (e- book). Este, dar oportunidade de novos recursos mais não substitui o impresso.Logo depois, comentamos a questão do Livro Didático e sua lejislação, na relação com a educação. Por último, apontamos outras possibilidades de uso dos impressos nas escolas, como exemplo os jornais já fazem parte do cotidiano de algumas escolas. Trouxemos muitas polêmicas principalmente sobre os livros didáticos. A turma foi bem participativa, levantando questões, abrindo espaços para as discussões.

A Notícia como fonte de educação

O trabalho com jornal nas escolas públicas de nossa região, surgiu da necessidade dos professores em atender a diversidade de conhecimento na sala de aula e ao mesmo tempo resgatar a auto-estima dos alunos, propiciando uma verdadeira interação entre docente e discente, fazendo com que estes jovens se tornem excelentes leitores e produtores de textos.As atividades diversificadas tornaram as aulas mais dinâmicas e atraentes, trazendo o nosso adolescente mais perto da escola, diminuindo o índice de evasão, um problema ainda enfrentado pela educação pública.O trabalho respeitou a produção do aluno, deixando-o livre para escrever e desmistificando a idéia da incapacidade na hora das redações. O professor passou a ser o intermediário do conhecimento, quebrando com a imagem de “dono absoluto do saber”, agora são os jovens que constroem seu próprio aprendizado.A:\MIDIA ALTERNATIVA INVADE ESCOLA PUBLICA.htm

Quarta-feira, Novembro 22, 2006

Seminário de Internet e Educação

Gostei muito da apresentação de todos da equipe,da dramatização que fizeram com as diversas ferramentas tenológicas como o rádio, a tv, o celular e o computador.A presença do professor Nelson Preto foi muito gratificante para nós compreendermos como se dá o processo da EAD(Educação à Distância).A internet foi mais um tema importante para a discussão, principalm ente para nós educadores refletirmos sobre nossas práticas em sala de aula.Percebo que a utilização da internet como ferramenta nos leva à concepção de educação tradicional. Sua utilização como fundamento rompe as concepções anteriores, dando lugar a novas formas de pensar, agir, abrindo espaço para outras áreas do conhecimento em que todos os sujeitos participam de forma interativa num novo ambiente de aprendizagem. Realmente, a turma hoje quase não participou das discussões como estava previsto.Um tema tão complexo como este precsaria de mais debates e questionamentos. Mas, fora isso todos conseguiram um bom desempenho na apresentação.. Parabéns turminha..

Terça-feira, Outubro 31, 2006

TV ,Vídeo e Educação

Neste seminário, pude perceber como é importante a discussão da TV, ou seja, o que proporciona para a realidade educacional e a sociedade como um todo.Esse meio de comunicação funciona na maioria das vezes como fonte de informação para a população, como por exemplo, os telejornais e outros programas em geral.Não possibilita às pessoas, princinpalmente as de baixa renda, a capacidade de reflexão, fazer uma leitura crítica das mensagens para abrir espaço para o conhecimento e entendimento do daquilo que realmente faz sentido para esses indivíduos.Na perspectiva da educação, esse instrumento pode sim contribuir para o processo de apendizagem nas escolas desde que funcione como veículo de transformação, reflexão de todo o público envolvido. Não apenas aceitar aquilo que está sendo transmitido, mas ir além disso. Gostei muito do desempenho do grupo. O tema foi bem elaborado..Parabéns a todos! As informações foram muito significativas....Até a próxima!

Quarta-feira, Outubro 25, 2006

Caminho para o conhecimento

Na aula de hoje(24/10/06), voltamos às discussões dos conceitos da cibercultura. Os conceitos mais importantes que pude observar foram:a interatividade e hipertextos.
André Lemos entende que o que se compreende hoje por interatividade é nada mais que uma nova forma de interação técnica, de característica eletrônico-digital, e que se diferencia da interação analógica que caracteriza a mídia tradicional. Sem se propor a discutir a interação social, o autor delimita o estudo da interatividade como uma ação dialógica entre homem e técnica. Para ele, a interação homem-técnica é uma atividade tecno-social que esteve sempre presente na civilização humana. Por outro lado, pensa que o que se vê hoje com as tecnologias digitais não é a criação da interatividade propriamente dita, mas sim de processos baseados em manipulações de informações binárias. Observa que se a mídia tradicional (jornal, revista, rádio, televisão) impunha uma passividade no público e uma pré-escolha de que informações serão transmitidas, as tecnologias digitais trazem novas formas de circulação de informações. Acompanha-se então uma passagem do modelo transmissionista "Um-Todos", para outro modelo, "Todos-Todos", que constitui uma forma descentralizada e universal de circulação de informações.
É a interface que possibilita a interatividade, sendo uma "superfície onde troca-se informações, mas tabém estrutura onde se organizam o fluxo de informações que entram e saem.
Os hipertextos são infomações textuais, combinadas com imagens e sons, organizadas de forma a promover uma leitura ou navegação não linear baseadas em indexações e associações de idéias e conceitos, sob a forma de links.Estes, funcionam como portas virtuais que abrem caminhos para outras informações.Podemos dizer que é o aprofundamento, o deslise de sentido, uma busca de mais.....

Segunda-feira, Outubro 23, 2006

Liberdade


Na aula do dia 17/10/06, pesquisamos sobre os conceitos próprios da cultura cibernética.É indispensável os significados de cada palavra para sabermos lidar com todas as ferramentas que esse espaço nos fornece.Trago aqui uma reflexão de Pierre Lévy sobre a internet:

"A internet é um espaço de comunicação onde nada é excluído, nem o bem, nem o mal, nem suas múltiplas definições, nem a discussão que tende a separá-los sem jamais conseguir. A internet encarna a presença da humanidade a ela própria, já que todas as culturas, todas as disciplinas, todas as paixões aí se entrelaçam. Já que tudo é possível, ela manifesta conexão do homem com sua própria essência, que é a aspiração à liberdade"
Gostei muito dessa reflexão.....um abraço a todos..

Sexta-feira, Outubro 20, 2006

Imagem

Nesse dia 10/10/06, tivemos outra oficina. Desta vez, de produção e edição de imagem. Usamos o programa ilustrador vetorial.Foi mais divertido e mais trabalhoso.Tivemos a liberdade de produzir qualquer imagem, desde que prestássemos atenção aos passos para a produção da mesma.Foi muito detalhe ao mesmo tempo que até me atrapalhei.Mas, enfim, conseguir criar variedades de figuras numa combinação com diversars cores.Nessa oficina, nós aprendemos também como produzir e alterar uma imagem num determinado espaço. Foi fantástico...Quero mais...beijos...Logo em seguida ,iniciamos a organização dos grupos da disciplina para a realização das atividades previstas. Até mais...